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		<title>O medo de falar em Público e a Oratória</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 14:13:08 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[cursos de oratoria, são paulo, oratoria]]></category>

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		<description><![CDATA[De repente seu chefe te liga. O mundo parece desaparecer sob seus pés quando você ouve a frase “precisamos montar uma palestra importante para clientes-chave e você será o palestrante”! Por toda sua vida você correu desse problema. Enfiava a cara no Powerpoint e ficava lendo, as vezes tentava memorizar todo o conteúdo da fala [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://falarempublico.com/wp-content/uploads/2012/01/oratoria-cursos.jpg"><img class="alignnone  wp-image-11" title="oratoria cursos" src="http://falarempublico.com/wp-content/uploads/2012/01/oratoria-cursos.jpg" alt="" width="220" height="193" /></a></p>
<p>De repente seu chefe te liga. O mundo parece desaparecer sob seus pés quando você ouve a frase “precisamos montar uma palestra importante para clientes-chave e você será o palestrante”!</p>
<p>Por toda sua vida você correu desse problema. Enfiava a cara no Powerpoint e ficava lendo, as vezes tentava memorizar todo o conteúdo da fala para não dar mais pânico, fazia colas, simulava rouquidão, entre “n” peripécias para escapar do fato que nunca estudou ou treinou oratória.</p>
<p>E agora, a desgraça bate à sua porta. Pois estarão lá clientes importantes, que certamente não vou engolir uma palestrinha meia-boca de 10 minutos. Eles não pegaram seus carros, gastaram um tempo precioso para isso. Eles vão querer questionar, duvidar, criticar. E você sabe muito bem que não está preparado para isso.</p>
<p>E porquê? Por jamais ter tido a coragem de enfrentar seus medos, ou investir em você para superar suas limitações? Qualquer que seja o motivo, agora é tarde demais…</p>
<p>Sample Image<br />
Este tem sido um retrato fiel de diversas “demissões pós fracasso” ou, no mínimo, “congelamentos de carreira” não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.</p>
<p>O medo de falar em público é um ciclo vicioso. A pessoa sabe que tem medo, que é incapaz de falar bem em público, e esse mesmo medo a impede de procurar um curso sério e se superar.</p>
<p>Quando muito, apela para esses cursinhos picaretóides de 500 reais que existem por aí (tem até de 100…), porque não acreditam que valha a pena investir no assunto. E o resultado? Óbvio. Não aprendem nada e saem tal qual entraram.</p>
<p>Seria mais ou menos como uma pessoa que tem medo de correr e resolve “investir” comprando um tênis paraguaio torto que lhe machuca o pé. O medo não apenas persiste como aumenta. E o pior, a pessoa passa a achar que a culpa é dele, e não do tênis porcaria (curso porcaria).</p>
<p>E claro, sempre existe aquela infantilidade de se perguntar “porque pagar 10x num Nike, se posso pagar um décimo disso num “Noike” paraguaio”. A resposta é óbvia: você paga pela qualidade, e resultados. Um é top de mercado. O outro, uma enganação feita para passar a perna em trouxas e desavisados. Um foi feito para trazer vantagens, o outro apenas traz problemas (tendinites, torções, etc).</p>
<p>E no caso da oratória é pior. Enquanto uma tendinite você cura com pomada, uma trauma interno, bem como técnicas erradas que foram assimiladas demoram muito para se consertar. E o pior é que, perder tempo quando se está numa carreira, pode ser mortal. Pois, mesmo que um dia vc conserte o problema, o seu tempo já passou.</p>
<p>Existem no Brasil milhares de cursos de Oratória. O único problema é que quase todos são “não especializados” ou seja, a mesma empresa que ensina oratória, ensina memorização, ensina “neurolinguistica” (fuja disso, não funciona), e se bobear entrega pizza e tira xerox…</p>
<p>Ora, se a empresa é realmente séria, e tem sucesso na oratória, deveria ter um número suficiente de alunos para se manter apenas disso, não acha?</p>
<p>Mas, infelizmente, o que prevalece no Brasil é a ingenuidade do consumidor de um lado, bem como a esperteza dos cursinhos caça-niqueis do outro.</p>
<p>E esse não é um retrato apenas da Oratória não. Quem se lembra dos famosos cursos de Inglês “aprenda em 20 semanas”, depois de algum tempo tinha curso prometendo fluência em até menos de 10 semanas…</p>
<p>Infelizmente porém, os únicos cursos especializados em oratória no Brasil são caros demais para a gigantesca maioria dos brasileiros, a saber o curso de oratoria do Instituto Moreira Necho e o Reynaldo Pollyrto, ambos custando acima de 2000 reais.</p>
<p>O grande problema é que, além da necessidade de uma estrutura que a maioria dos cursos não tem. Lecionar Oratória não é para qualquer um. Não basta saber fazer discurso ou falar bonito. Tem que ser professor com “P” maiúsculo.</p>
<p>Quantos professores não vemos na faculdade, que são uma grandes em suas áreas, mas suas aulas são péssimas?</p>
<p>Em suma, este texto visa apenas retratar uma realidade no país, e, se há um conselho que se pode dar, em especial àqueles que não tem grana para fazer um curso “top”, é: pesquise muito. Assista várias aulas de demonstração. Se o curso for daqueles desconhecidos, nunca feche na primeira apresentação que assistir.</p>
<p>Mas acima de tudo. Tome uma atitude antes que seja tarde. Não espere seu chefe te chamar para dar uma palestra importante… Pois aí pode ser tarde demais…</p>
<p>Duvida? Olhe só o que acontece com alguém que tentar falar em público mas não está preparado (fim de carreira).</p>
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		<title>Discurso de Michel Temer sobre o Pré-Sal</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 01:09:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator></dc:creator>
				<category><![CDATA[cursos de oratoria, são paulo, oratoria]]></category>

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		<description><![CDATA[CAMARA DOS DEPUTADOS (Michel Temer) - Sr. Presidente da República, Sra. D. Marisa Letícia, Sr. Presidente do Senado Federal, Sra. Ministra-Chefe da Casa Civil, Sr. Ministro de Minas e Energia, Srs. Governadores e Governadoras, Srs. Deputados e Deputadas  Federais, Srs. Senadores, senhoras e senhores, quando eu fiz Faculdade de Direito, nas aulas de Teoria Geral [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://falarempublico.com/wp-content/uploads/2012/01/michel-temer.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-7" title="michel temer" src="http://falarempublico.com/wp-content/uploads/2012/01/michel-temer.jpg" alt="" width="224" height="168" /></a><br />
CAMARA DOS DEPUTADOS (Michel Temer) -</p>
<p>Sr. Presidente da República, Sra. D. Marisa Letícia, Sr. Presidente do Senado Federal, Sra. Ministra-Chefe da Casa Civil, Sr. Ministro de Minas e Energia, Srs. Governadores e Governadoras, Srs. Deputados e Deputadas  Federais, Srs. Senadores, senhoras e senhores, quando eu fiz Faculdade de Direito, nas aulas de Teoria Geral do Estado, o professor, para explicar o que era o território brasileiro, referia-se ao espaço aéreo e usava uma expressão latina.</p>
<p>O espaço nos pertencia usque ad sidera. E quando se tratava do solo, do mar territorial, dizia que a propriedade do solo brasileiro, assim como do solo abaixo do mar territorial, era usque ad inferos. Essas expressões latinas, Presidente, eram mágicas naquele tempo em que eu fazia Faculdade de Direito, nos meus 18 ou 19 anos.<br />
Eu jamais pensei que, num dado momento da vida, iria compreender e viver concretamente esta expressão latina, usque ad inferos. E quando vejo o Ministro Lobão e a Ministra Dilma explicarem que a camada do pré-sal está a quase 10 mil metros abaixo das águas territoriais, eu digo que aí está a compreensão concreta daquela expressão latina, só hoje por mim vivenciada e alcançada.<br />
Quero dizer a V.Exa., Presidente Lula, aos Srs. Ministros, aos Deputados, Senadores, Governadores, que eu vivo esta grande alegria, este momento em que, presidindo a Câmara dos Deputados, posso, com o auxílio dos colegas da Câmara e posteriormente do Presidente Sarney, no Senado Federal, colaborar com este projeto extraordinário, revelador daquilo que aqui ouvimos, ou seja, que o desenvolvimento continua e que nós vamos ter critérios sustentáveis em matéria de combustíveis. E, sobre ser sustentável, ainda nós vamos poder depois sustentar outros países mediante exportações.<br />
Em brevíssimas palavras, quando vejo isso aqui, eu concordo com o dito popular: Deus é brasileiro, Sr. Presidente, porque nos faz atingir fases de desenvolvimento em momentos oportunos do nosso País.</p>
<p>Faço votos de que, recebendo este projeto que hoje se chama “Pré-sal”, em face da atividade legislativa que agora vamos desenvolver, numa expressão meramente simbólica e livre, logo cheguemos ao “pós-sal”, com a concretização de tudo aquilo que aqui hoje está sendo solenizado.<br />
No passado — para concluir minhas palavras; comecei falando do meu tempo de estudante e volto ao tempo de estudante —, fiz Direito, numa época em que o grande mote era o nacionalista e a palavra-chave era “O petróleo é nosso”.  Hoje, muito tempo depois, nós todos aqui podemos comemorar com um novo mote nacionalista: “O pré-sal é nosso”, Sr. Presidente.<br />
Muito obrigado. (Palmas.)<br />
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Tags: camara, deputados, discurso, michel, orador, oratoria, presidente, temer<br />
Mini Curso de Oratoria (grátis – gratuito)<br />
By: admin &#8211; January 11th, 2011  Filed under: oratoria e falar em publico Add Comment<br />
tribuna orador oratoria</p>
<p>tribuna orador oratoria</p>
<p>O texto abaixo foi encontrado após muita pesquisa, e serve para dar uma força a todos aqueles que querem aprender Oratória, mas não tem grana para bancar um daqueles cursos famosos do mercado.</p>
<p>Para a feitura de um discurso, o orador precisa, em primeiro lugar, esquematizá-lo, dividindo-o, em quatro partes, assim chamadas: Início, Exposição, Meta e Conclusão.</p>
<p>Os clássicos denominavam a estas partes, na mesma ordem, de Exórdio, Narração, Confirmação e Peroração.<br />
Para o nosso primeiro exercício de oratória, convém escolhermos um assunto que não dependa de maiores estudos.</p>
<p>Assim, por exemplo, tomemos uma viagem por tema:</p>
<p>“Na primeira parte do discurso”, ou seja no início, ocupemonos em dizer qual foi o motivo determinante da viagem. Sim, porque a poderemos realizar para gozar férias, ou a serviço, ou, ainda, para o tratamento da nossa saúde.</p>
<p>Pronuncie em voz alta algumas frases, dizendo por que motivo fez a viagem. Fale alto, num tom de quem está conversando animadamente.</p>
<p>Quando conseguir desenvolver com segurança esta primeira parte do seu discurso, passe á segunda.</p>
<p>“Na segunda parte”, isto é, na exposição, conte o que se passou desde quando saiu de sua casa até o local para onde foi.</p>
<p>Mencione as impressões que lhe causou a paisagem, as ocorrências mais interessantes, de largas ao seu espírito, dizendo o que sentiu. Fale com prazer, como se conversasse com disposição. Depois de treinar bem esta segunda parte do discurso, passe a exercitar a terceira, que vem logo a seguir, para alcançar uma boa oratoria, basta dedicar-se.</p>
<p>“Na terceira parte”, ou seja na meta do seu discurso, relate as ocorrências havidas no local do destino da sua viagem. Mencione interessar os ouvintes. Muitas vezes, circunstâncias que  parecem sem muita importância, despertam o interesse do auditório. Exercite uma, duas, ou mais vezes, esta parte do seu discurso.</p>
<p>“Na quarta parte”, conte, rapidamente, o que aconteceu na volta dessa viagem.</p>
<p>Depois de exercitar todas as partes do seu discurso, isoladamente, procure dizê-lo, passando da primeira para segunda parte e desta para a terceira e, finalmente, á quarta. Não se preocupe se, nesse desenvolvimento, utilizar de palavras diferentes, cada vez que exercitar o seu discurso. Este fato constitui, até, num benefício.</p>
<p>O importante é seguir o esquema. Se o aluno não tiver um auditório, composto da esposa, dos filhos, ou de amigos, procure falar sozinho, ou para o espelho, ou pára o mar, como fazia Demóstenes. Se conseguir falar para as cadeiras vazias, poderá se considerar um bom orador, porque, na realidade, só se consegue falar bem na presença de ouvintes.</p>
<p>Todo exercício terá que ser feito mediante o desenvolvimento oral.</p>
<p>De nada adianta escrever um discurso e procurar decorá-lo. A linguagem falada é completamente diferente da linguagem escrita. O orador é aquele que esquematiza uma idéia e a desenvolve, utilizando-se das palavras decoradas, ou que foram escritas anteriormente, retiram do orador toda naturalidade e expontaneidade. Não tenha receio de lhe faltarem as palavras quando estiver discursando.</p>
<p>Nós falamos desde os primeiros anos de idade, sem nenhum esquema preestabelecido. Se tivermos, então, um esquema só poderemos melhorar a nossa exposição. Há pessoas que tem medo de falar em público, temendo errar no vernáculo.</p>
<p>Até oradores consagrados e, mesmo, eruditos, cometem erros discursando. Cada um de nós tem um vocabulário próprio.</p>
<p>Usamos, sem que percebamos, sempre as mesmas palavras. Procuremos corrigir as que estiverem  erradas e, aos poucos, introduzir novas e corretas no nosso vocabulário. No nosso Instituto de Oratória, ouvindo discursos, advertimos os alunos, lembrando-lhes a forma correta de falar. Depois de quatro ou cinco discursos, todos os erros foram observados e o orador não mais o comete.</p>
<p>SEGUNDO EXERCÍCIO</p>
<p>Antes de planejarmos o segundo discurso, convém nos ocuparmos, aos poucos, com a boa apresentação do orador, ao discursar. Quando ele vai á tribuna, ou se levanta para falar, age com naturalidade, sem qualquer preocupação de tomar atitudes. Todavia, quando o orador faz os primeiros vocativos, dizendo, por exemplo, “Senhoras e Senhores”, flexiona, com naturalidade, um dos braços e, desde então, deverá procurar manter-se nessa posição.</p>
<p>Deverá ter o cuidado de não colocar as mãos nos bolsos, nem prender os braços e, nem prender os braços atrás do corpo, pois que deverão estar livres para a execução de gestos. Se o orador estiver com os braços presos, ou sem equilíbrio na tribuna, jamais poderá gesticular. Para a obtenção de um equilíbrio perfeito, orador deverá estar apoiado firmemente sobre os dois pés.</p>
<p>Nessa atitude, ser-lhe á mais fácil comunicar-se com o auditório.</p>
<p>Passemos agora ao nosso segundo discurso. O tema escolhido é “A MINHA PROFISSÃO”. Esquematizemos a peça oratória do seguinte modo:</p>
<p>“Na primeira parte”, ou seja no início, procuremos pronunciar algumas frases dizendo da nossa satisfação, ou, então, da importância que representa para nós falar da nossa profissão.</p>
<p>Falemos demonstrando o prazer que sentimos ao abordar o assunto, tirando efeito de cada palavra que pronunciamos. Não omitamos sílabas nem os “SS” finais. Exercitemos bem esta primeira parte do discurso e só passemos á segunda quando pudermos falar e sentir o que estivermos dizendo.</p>
<p>Na “segunda parte”, isto é, na exposição, contemos como foi que abraçamos a nossa profissão. Sejamos sinceros, não omitindo fracassos em outras profissões, ou a ausência inicial de vocação na que ora estamos exercendo. A sinceridade cativa auditório, que se simpatiza com os oradores que a usam. Todos nós tivemos e temos deficiências, de modo que quando as mencionamos despertamos sentimentos nobres naqueles que nos ouvem, que também as possuem.</p>
<p>Exercitemos bem esta segunda parte do discurso, não decorando palavras, mas procurando expor com clareza o nosso pensamento.</p>
<p>“Na terceira parte”, expliquemos por que gostamos da nossa profissão, mencionando e desenvolvendo cada uma das razões dessa nossa preferência. Procuremos falar com sentimento, dando a  cada palavra o seu valor.</p>
<p>As palavras “saudade”, “recordação”, “amor”, etc. são delicadas e devem ser ditas com doçura; as palavras “luta”, “revés”, “adversidade”, “coragem”, “valor”, etc., são duras, fortes, e devem  ser ditas enfaticamente. A beleza da oratória está na maneira de pronunciarmos as palavras difíceis, como já bem o observador M. Fábio Quintilhano nas suas celebres Instituições Oratórias.</p>
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		<title>Discurso de Leonel Brizola – Uma oratória atual</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 11:16:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A seguir, trechos de um discurso de Brizola: TRECHOS DO DISCURSO DE LEONEL BRIZOLA NO COMÍCIO DA CENTRAL DE 13 DE MARÇO DE 1964 (…) “Este é o encontro do povo com o governo, encontro com esta multidão e com os milhões que através de seus rádios, do recesso de seus lares, estão presentes não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://falarempublico.com/wp-content/uploads/2012/01/brizola-oratoria.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-15" title="brizola oratoria" src="http://falarempublico.com/wp-content/uploads/2012/01/brizola-oratoria.jpg" alt="" width="195" height="195" /></a><br />
A seguir, trechos de um discurso de Brizola:</p>
<p>TRECHOS DO DISCURSO DE LEONEL BRIZOLA NO COMÍCIO DA CENTRAL DE 13 DE MARÇO DE 1964<br />
(…)<br />
“Este é o encontro do povo com o governo, encontro com esta multidão e com os milhões que através de seus rádios, do recesso de seus lares, estão presentes não apenas para aplaudir, mas para dialogar com o governo. Se fosse apenas para aplaudir, não seríamos um povo independente, mas um rebanho de ovelhas. O povo está aqui para clamar, para reivindicar, para exigir e para declarar a sua inconformidade com a situação que estamos vivendo.</p>
<p>Saldamos o governo pelo seu gesto democrático, porque é realmente raro um governante descer para o diálogo com o povo. Estamos certos que o Presidente não veio esta noite apenas para falar, mas para ouvir e para ceder ao povo brasileiro, para ceder a esta pressão, que não é pressão, é a voz que vem da fonte de todo o poder, é a pressão popular, a que com honra um governante se submete.</p>
<p>Quero salientar e aplaudir estes dois atos que devem deflagrar um processo de transformação em nosso país: o decreto da Supra e o de decreto de desapropriação das refinarias de petróleo.</p>
<p>Povo e governo em um país como o nosso devem constituir uma unidade. Unidade esta que já existiu em agosto de 1961, quando o povo praticamente de fuzil na mão, repeliu o golpismo que nos ameaçava e garantiu os nossos direitos. A unidade, esta que já existiu no plebiscito de janeiro de 1963, quando mais de 10 milhões de brasileiro exigiram o fim do parlamentarismo e a realização imediata das reformas. Quando uma multidão se reúne como nesta noite, isto significa um grito do povo nos caminhos de sua libertação, em verdade, se conseguirmos, hoje, a restauração daquela unidade, o Presidente poderá proclamar através da manifestação do povo, as origens de seu governo e, para isso, será suficiente que ponha fim à política de conciliação e organize um governo realmente democrático, popular e nacionalista. Pode ser que neste momento a minha palavra esteja sendo impugnada, podem julgar que as minhas credenciais não sejam suficientes, mas o meu lugar é ao lado do povo, interpretando as suas aspirações, é por isso que estou como um de seus autênticos representantes.</p>
<p>Chegamos a um impasse na vida de nosso país, o brasileiro não suporta mais as suas atuais condições de vida, hoje até as liberdades democráticas estão ameaçadas. Vimos em Belo Horizonte, em São Paulo e no Rio Grande do Sul: um governo reacionário está queimando ranchos de camponeses. O que também se passa no Estado da Guanabara é uma prova desta ameaça, pois a Guanabara é governada por um energúmeno. Tanto isso é verdade que o próprio Presidente da República, para poder falar em praça pública, precisou mobilizar as valorosas Forças Armadas.</p>
<p>Não podemos continuar nesta situação, o povo está exigindo uma saída. Mas o povo olha para um dos poderes da república que é o Congresso Nacional e ele diz não, porque é um poder controlado por uma maioria de latifundiários reacionários, privilegiados e de ibadianos. É um Congresso que não dará mais nada ao povo brasileiro; o atual Congresso não mais se identifica com as aspirações do povo brasileiro. E aqui vai uma palavra daquele que deseja apenas uma saída para o trágico impasse a que chegamos, a palavra de quem quer ver o país livre da espoliação internacional, como está escrito na carta-testamento de Getúlio Vargas.</p>
<p>E o Executivo? Os poderes da República, até agora, com suas perplexidades e seus antagonismos, não decidem. Por que não conferir a decisão ao povo brasileiro? Dirão que isto é ilegal, dirão que isto é subversivo, dirão que isto é inconstitucional. Por que, então, não resolvem a dúvida através de um plebiscito?</p>
<p>Viram que o povo votará pela derrogação do atual Congresso, dirão que isto é continuísmo, mas já ouvi pessoalmente do Presidente da República a sua palavra, assegurando que se não fosse decidida neste país a realização de eleições para uma Constituinte sem a participação dos grupos econômicos e da imprensa alienada, mas com o voto dos analfabetos, dos soldados e cabos, e com uma imprensa democratizada, ele, Presidente, encerraria o seu mandato.</p>
<p>A partir, desses dois atos, assinatura do decreto da Supra e do que encampa as refinarias particulares, se desencadeará por todo esse país a violência. O problema é dar mais liberdade para o povo, pois quanto mais liberdade o povo tiver, maior supremacia exercerá sobre as minorias dominantes e reacionárias que se associam ao processo de espoliação de nosso país. Nosso caminho é pacífico, mas saberemos responder à violência com violência. Quem tem o povo ao seu lado, nada tem a temer.”</p>
]]></content:encoded>
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